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A garrafa retornou!

Roseana nos ouviu! 1. Adoro escrever para crianças, é lúdico, eu brinco um pouco. Mas realmente escrevo com tudo o que tenho, não faço nenhuma concessão. Não penso na faixa etária. 2. Antes de começar um livro já tenho um tema e então vou desdobrando o tema. 3. Sim, eu era fascinada com os circos e até hoje sou. Há todo um clima de sonho. 4. Meus poemas são livres, mas são muito musicais. uso as rimas com cuidado e sou uma poeta de imagens.Não sei dizer quais são meus poemas preferidos. 5. Às vezes o título sai de algum poema, às vezes começo um livro pelo título. 6. Não, Mirian, deixo o ilustrador completamente livre. 7. Faço poesia como respiro, para mim é natural e posso trabalhar em dois livros bem diferentes ao mesmo tempo, como estou fazendo agora. Um para criança e outro para adultos. 8. Tom é meu ex cunhado, meu amigo, e construiu um veleiro enorme no jardim da sua casa , isso me impactou muito. Ele construiu seu barco sozinho. 9. Escreví os poemas para meu filho André, especia...

Garrafa ao mar...

Roseana Murray é mulher da praia: mora na boca do mar e tem pra si todo o peso da ressaca a envolver-lhe a cabeça...Seus livros, por hoje, ocuparam as mesas da sala de leitura, quando o grupo pode folhear, ler, cheirar e pensar: quem é essa mulher, o que move sua escrita, o que esses poemas me dizem? As quinze perguntas, simples ou existenciais, foram lançadas ao mar. Agora, é sentar e esperar que cheguem à sua destinatária e que ela possa lançar um olhar para os naúfragos deste lado das águas...

Roseana Murray

1. Você escreve para o público infantil e adulto. Gostei dos livros que folheei agora (infantis). É melhor escrever para esse tipo de público ou, melhor, você prefere escrever literatura infantil? (Teresinha - Língua Portuguesa) 2. Quando concentra-se para escrever, já vai com a intenção de produzir para determinado público? (João - Educação Física) 3. Roseana, porque resolveu escrever sobre “o circo”? Está relacionado à sua infância? (Áurea - Fundamental I) 4. Que tipo de poesia você tem mais satisfação em fazer? Qual a sua preferida (ou quais)? (Beth - Ciências) 5. Com que critério você escolhe os títulos de seus livros? (Maria Suely - Artes) 6. Você conversa com o(a) ilustrador(a) sobre o que vai ser desenhado para acompanhar seus poemas? (Mirian - História) 7. O que é mais fácil: escrever para adultos ou crianças? (Ana Cristina - Informática) 8. Quem é o Tom Murray, a quem você dedica o livro “Mar de sonhos”? Por que ele é sozinho? (Jaqueline - Fundamental I) 9. Roseana, quando voc...

Marolinha

Querer ou não o mesmo sofrimento vivido outrora? A expectativa por alguns retornos (desejados ou não), em um primeiro momento, foram marolas para quem considera pesadamente os fatos da vida. Que diferença faz quando algo maior se desenha no horizonte? Os primeiros pais atenderam ao convite e vieram para ouvir histórias com seus filhos na escola. Isso sim provocou grande comoção em mim. Certos retornos só servem para reafirmar nossas convicções de que os caminhos precisam ser seguidos mesmo que restem espumas para dar conta de nós...

Promessa de dias felizes?

Felicidade é coisa fugidia: clichê à vista! Mas tenho promessas de dias felizes. Minha companheira Teresinha convidou seus alunos para que participem da roda de conversa dos pequenos cadernos de leituras literárias que eles começaram a produzir neste semestre. E a leitura será conosco, em nossa formação semanal! Prevejo um momento chuvoso: chuva vinda de mim por saber que esse presente, a possibilidade de escuta de suas palavras, embora seja acariciante para os meninos, precisa ser acariciante para nossas almas descrentes de velhos piratas...

Chuvisco

Chuvisco o dia todo. Chuvisca aqui dentro também. Por outro lado, algumas conversas reconfortaram. Almoço pede companhia para dividir alimento e dividir angústias. Mas ainda persiste a dúvida: com dureza ou com afeto? Qual o modo de velejar nesse mar?

Sobre "O bordado encantado"

"Usar as mãos para criar talvez seja das coisas mais fascinantes que uma pessoa possa realizar. Minha mãe me criou no tricô e cedo aprendi a fazer pequenas roupas para minhas bonecas. A Marina me mostrou a moça tecelã, que tecia e destecia no tear do seu destino. E o Edmir me trouxe, de longe, do Tibet, uma história sobre uma senhora que, com sangue e lágrimas, borda a paisagem mais bonita encantadora que poderia existir. Senhora pobre que borda para sustentar a si e aos três filhos. Mulher que se encanta com um bordado diferente, visto na feira do povoado, e faz pra si algo sublime, como aquele bordado visto. O bordado é levado pelo vento e a dor do trabalho perdido faz a velha adoecer e fenecer. Os filhos, com medo da mãe morrer e não mais sustentá-los, resolvem partir em busca do tecido e nunca voltam. Dois, porque o terceiro, mais jovem e amoroso com a mãe, parte em busca do pano e dos irmãos perdidos. O caminho, para todos os que tentam mostrar seu valor, é tortuoso, com prov...